Ano Eucarístico

Estamos vivenciando o nosso Ano Eucarístico Congregacional e convidamos você a vivê-lo conosco ampliando a experiência dos discípulos quando, obedecendo à voz do Senhor e Mestre, realizam o milagre da multiplicação dos pães. “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Lc 9,13), diz Jesus aos discípulos preocupados pela situação da multidão que os cerca, sedenta e faminta da palavra do Senhor.

-“Dai-lhes vós mesmos de comer”. Mandato que oferece duas faces da mesma moeda, se consideramos a realidade do mistério eucarístico que Jesus entrega na mãos dos que o seguem e que permanecem com Ele até a última ceia: Na multiplicação dos pães, Jesus lhes oferece a oportunidade de serem agentes da partilha, recolhendo o pouco que se tem, organizando o povo e confiando este pouco nas mãos d’Aquele que tudo pode. É o pão do suor de cada irmão, conquista do trabalho, pão que sustenta o caminhar do dia e que, uma vez abençoado pelas mãos divinas, se traduz em mesa farta para todos.

-“Dai-lhes vós mesmos de comer”. Ressoa para nós, Pequenas Missionárias Eucarísticas, o compromisso de assumirmos a dimensão da ceia do Senhor: “Tomai e comei, isto é o meu corpo que é dado por vós” (Lc 22,19). O Pão a ser repartido é a própria vida doada: tomada nas mãos, abençoada, oferecida, despedaçada para gerar vida, gerar comunhão, regenerar a fé, a esperança e a caridade. Jesus se dá em alimento na última ceia, para que aquele pão conserve os discípulos em comunhão, no mesmo corpo, mesmo diante da separação, do sofrimento, do escândalo da cruz e da morte.

Durante este ano, queremos intensificar este aspecto do nosso carisma: vivenciar o mandato de Jesus, ajudando nossos irmãos e irmãs a descobrirem a beleza e o milagre do partilhar o pão do próprio suor, das próprias conquistas, da luta de cada dia, e a fazerem também a experiência regeneradora de comungar o Pão Vivo que desce do céu e que nos ensina o caminho da humildade, do amor, da unidade.

Na alegria de viver o dom da nossa consagração, como lâmpadas vivas aos pés de Jesus Eucaristia, saciamo-nos do Seu amor, para levar àqueles que encontramos, a Palavra que conquista, transforma e eleva, regenerando no amor a humanidade.

“Ele se humilha todos os dias, tal como na hora em que descendo do seu trono real para o seio da Virgem vem diariamente a nós sob aparência humilde; todos os dias desce do seio do Pai sobre o altar, nas mãos do sacerdote” (São Francisco de Assis: Ad 1,16-18).